terça-feira, 3 de setembro de 2019

NOVA SALA DE AULA: UM JEITO INVERTIDO DE APRENDER

Emelly Mychela da Silva Almeida
Maria Karoline Almeida do Nascimento

          
 A Sala de aula invertida (Flipped Classroom) é um modelo de ensino que possui uma relação próxima com o ensino híbrido (Blended Learning) e foi criada com a intenção de fazer dos alunos sujeitos ativos do próprio conhecimento. Dantas (2017) afirma que este método é estudado desde os anos de 1990, mas que começou a ser executado a partir de 2007, através de dois professores americanos, Jonathan Bergman e Aron Sams, com o intuito de auxiliar alunos que por algum motivo precisavam se ausentar das aulas. Foram gravados vídeos com o conteúdo das aulas perdidas para que os alunos assistissem em horários mais convenientes. Seus encontros presenciais serviam para prática e questionamento de dúvidas. Com esta experiência, os professores resolveram abranger a técnica para toda a turma, fazendo com que houvesse uma melhora no rendimento escolar.
As flipped classrooms foram implementadas devido à necessidade de obter a atenção dos alunos millennials, aqueles nascidos entre 1982 e 2002 caracterizados por suas habilidades com tecnologias e a capacidade de realizar multitarefas. (ROEHL; REDDY; SHANNON, 2013). Este método é caracterizado pela aprendizagem no ritmo do discente, pois este poderá se preparar para as aulas no horário que mais convém, resultando em um melhor desempenho. Os alunos também possuem mais materiais didáticos além dos livros, tornando as aulas presenciais mais dinâmicas, interativas e focadas em realização de atividades práticas e esclarecimentos de dúvidas. Com o acesso prévio aos conteúdos da aula seguinte, os alunos se tornam agentes autônomos e ativos de sua própria aprendizagem, tendo as aulas presenciais e o instrutor como influenciadores e provedores de práticas e debates sobre os conteúdos.
Atualmente, diversos níveis de ensino, como escolas, cursos de idiomas e universidades, já utilizam a Sala de Aula Invertida para a diversificação de ensino. Nas universidades, de acordo com Dantas (2017), é comum encontrá-la em cursos no formato EAD (Educação a Distância), nos quais as aulas presenciais são menos frequentes que os cursos regulares. Ele pode ser benéfico para aulas que seriam reservadas para instruções, como no caso de aulas voltadas para a confecção de roupas, pois com as instruções passadas através de vídeos, as aulas poderiam ser mais aproveitadas para a prática e construção dos materiais expostos. Em cursos de idiomas, é utilizado para que os pontos mais importantes da aula seguinte sejam praticados de forma efetiva através de vídeos e atividades, fazendo com que o aluno se sinta mais preparado e confiante para discussões, práticas e esclarecimentos, tornando mais efetiva a aprendizagem de um novo idioma.
Apesar das diferenças entre a sala de aula tradicional e a invertida, é imprescindível ressaltar a importância das aulas presenciais e do papel do educador nestas novas metodologias de ensino. A sala de aula invertida é um ótimo meio de fazer com que os alunos participem ativamente do seu próprio aprendizado, mas mesmo que os adventos tecnológicos nos tragam grandes vantagens no campo educacional, o relacionamento professor-aluno ainda é essencial para uma maior compreensão e prática das atividades propostas, para que assim a aprendizagem se torne de fato completa.



Referências

DANTAS, Adriana  Doroteu. Uma Avaliação do Modelo da Sala de Aula Invertida no Ensino Superior. Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Informática na Educação, p. 512, 2015.

HERREID, C.; SCHILLER, N. Case Studies and the Flipped Classroom. Journal of College Science Teaching, v. 42, n 5, p, 62-66, 2013.

LEMOS, A.; PERL, L. Comunicação e Tecnologia Uma experiência de “Classe Invertida”. Comunicação & Educação, v. 20, n. 1, p. 127-139, 2015.

ROEHL, Amy; REDDY, Shweta Linga; SHANNON, Gayla Jett. The flipped classroom: An opportunity to engage millennial students through active learning strategies. Journal of Family & Consumer Sciences, v. 105, n. 2, p. 44-49, 2013.





4 comentários:

  1. Particularmente, eu gosto dessa metodologia, mas é possível identificar pontos positivos e negativos. A maior desvantagem é sua grande dependência com o acesso a internet, além da organização do tempo e manter os alunos motivados a realizar seus estudos em casa. Mesmo assim, ainda acho que os pontos positivos se sobressaem. Tornando o aluno protagonista de sua aprendizagem.

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  2. A sala de aula invertida parece muito boa e já vivenciei ela dentro da universidade, mas nunca enquanto fazia ensino fundamental e médio. É legal por que os alunos poderão estar trabalhando outras formas que facilitam sua aprendizagem, nesse caso citado no post através das mídias visuais, por que por meio de um vídeo disponibilizado previamente para os alunos, estes poderão se preparar melhor de um jeito que atrai mais a sua atenção e levar pra sala de aula seus questionamentos e dúvidas prontos, podendo discutir entre si (alunos) e com o professor que continua tendo seu papel essencial dentro da sala de aula. Na minha opinião, não considero que a parte virtual por si só ensina em sua totalidade, é necessário que haja um mediador, facilitando essa aprendizagem recebida através de meio tecnológico. A grande desvantagem é que infelizmente nem todos têm esse acesso à internet e fica mais complicado pra acompanharem os demais que tem acesso. Uma boa dica pra que a sala de aula invertida funcione ainda melhor é estabelecendo duplas formadas pelos que tem acesso com os que não tem pra que juntos eles consigam visualizar os materiais disponibilizados, chegando ao debate em sala!

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  3. O post traz um assunto muito interessante para nós futuros pedagogos,pois vem nos mostrar a importância da sala de aula invertida, podendo assim termos uma visão mais aguçada desta prática que é essencial para o aluno, onde o aluno aprende o conteúdo mais rápido de uma forma dinamica e participativa. Adorei!

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