sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Educação Maker


Gleyson Alves da Silva
Thuani Queiroz Gomes

Figura 1 - Fonte: encurtador.com.br/msP67

Cultura Maker, movimento criado pelo professor pesquisador do MIT, Neil Gershenfeld que se fundamenta em “Do it Yourself”. A alma do movimento é constituída na organização de um grupo de sujeitos, amadores e /ou profissionais atuando nas diferentes áreas ligadas a ciência e tecnologia, com o objetivo de desenvolver mutuamente projetos de seus membros.
Além do suporte virtual, as pessoas reúnem-se fisicamente em eventos como, por exemplo as “Makers Fair”. Além disso, existem espaços em diversos lugares no mundo conhecido como makerspaces, ou hackerspaces. O movimento maker traz como características e competências, a colaboração, comunicação, inovação e criatividade.
Na contemporaneidade vem surgindo movimentos DIY na cultura hacker e a comunicação rápida e as novas tecnologias da informação onde os sujeitos utilizam ferramentas digitais, projetam, manuseiam máquinas de fabricação pessoal e compartilham instintivamente seus designs on-line. É uma confluência da colaboração de processos de design e de fabricação digital com a cultura Web 2.0.
Promove uma ação mais colaborativa, mais participativa, indicando outras formas de avaliar e de como abordar os temas na sala de aula. Dar espaço ao encontro de vários compartilhamentos, de interdisciplinaridades, pensar fora da caixa e execução de projetos. Essa metodologia aponta para novas direções, busca fugir das pedagogias da explicação e da autoridade enraizada na educação, contribuindo na execução dos quatro pilares da educação – aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; e aprender a ser. Figueiredo (2016, p. 813), aponta as pedagogias da autonomia, da libertação e da partilha que “[...] ajustam-se na perfeição à era social em que se vive hoje”, trazidas nos estudos de Freire (1994), Bourdieu e Passeron (1970), Dewey (1938) entre outros.

Figura 2- Fonte: encurtador.com.br/oqzG3

Seu propósito é fazer com que os alunos expressem a sua criatividade, autonomia e protagonismo, participando de projetos e experiencias interdisciplinares deixando-os mais interessados nas disciplinas curriculares, trazendo inúmeros benefícios não só a curto, médio e longo prazo. A melhor proposição pedagógica é diferenciar o ensino e ajustar continuamente as condições de ensino de modo a favorecer os processos de aprendizagem (PERRENOUD, 2000).
Pode ser aplicada em todos os níveis de ensino criando e/ou estreitando laços em escolas, universidades, profissionais da educação e tecnologia, alunos e cidadãos que partilham pensamentos libertadores, criando oportunidades de negócios e soluções. Essa educação alforria a capacidade da imediação natural por parte dos sujeitos que até o momento que conhece o DIY vem acatando o papel de mão de obra e consumidor passivo.
Sagui Lab extensão universitária da FAAC e o SESI-SC são projetos que iniciaram suas atividades em 2013 e 2015 respectivamente, promovendo praticas colaborativas, o uso de espaço compartilhado, técnicas de fabricação digital e o desenvolvimento de projetos inovadores em multiplataforma digital. É uma iniciativa universitária híbrida entre Makerspaces e Hackerspaces e a academia, divulgando o “Open Design” e outros métodos colaborativos para o desenvolvimento de projeto. Para impulsionar a discussão experimentaram processos colaborativos e inovação social baseado nas soluções oferecidas pelas mesmas comunidades e isso vem dando certo até os dias de hoje. São bons exemplos de aplicações que enfatizam muito bem as vantagens da Educação Maker!

Figura 3- Fonte: Autoria Própria (2019)

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REFERÊNCIAS:

BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. La Reproduction. Éléments pour une théorie du système d'enseignement. Paris: Les Éditions de Minuit, 1970.
CORDOVA, Tania; VARGAS, Ingobert. Educação Maker SESI-SC: inspirações e concepção. In: Anais FAB Learn conference, São Paulo. 2016. Disponível em: <http://fablearn.org/wp-content/uploads/2016/09/FLBrazil_2016_paper_108.pdf>. Acesso em: 04 set. 2019.
DEWEY, John. Experience and Education. Kappa Delta PI, 1938 / Touchstone, 1997.

FIGUEIREDO, António Dias, A Pedagogia dos Contextos de Aprendizagem, In: Revista e-Curriculum, São Paulo, v,14, n.03, p. 813 - jul./set.2016. Programa de Pós-graduação Educação: Currículo - PUC/SP.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 23 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
MEDEIROS, Juliana et al. Movimento maker e educação: análise sobre as possibilidades de uso dos Fab Labs para o ensino de Ciências na educação Básica. FABLEARN BRAZIL, v. 2016, 2016. Disponível em:<https://fablearn.org/wpcontent/uploads/2016/09/FLBrazil_2016_paper_33.pdf>. Acesso em: 05 set. 2019.
PERRENOUD, Phillipe. Dez novas competências para ensinar. trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
SAMAGAIA, Rafaela; NETO, Demétrio Delizoicov. Educação científica informal no movimento “Maker”. ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS–X EMPEC, v. 10, 2015. Disponível em: <http://www.abrapecnet.org.br/enpec/x-enpec/anais2015/resumos/R0211-1.PDF>. Acesso em: 05 set. 2019.


3 comentários:

  1. Muito boa a forma como o conteúdo foi abordado, fica de fácil compreensão e ultilizou de ótimos exemplos !!

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  2. O post passa o assunto de forma bem clara, facilitando a compreensão, os links aprofundam ainda mais sobre o tema, essa interavidade em sala de aula é muito importante! Parabéns!

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  3. Adorei o post, pois nos mostra a importância da aprendizagem maker, onde o aluno toma sua própria autonomia, e participa de forma divertida e prazerosa das aulas em sala de aula, muito interessante tb que pode ser aplicado em todos os níveis de ensino, o que é melhor ainda, quando começamos a trabalhar dessa forma a partir dos primeiros anos na escola.

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