sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O ensino de programação sem computadores: novas estratégias de ensino.


O ensino de programação sem computadores: novas estratégias de ensino.                                                           

                                Aldiane Andrea Oliveira de Sousa Cabral
Lucas Vinicius Tavares de Aquino

Fonte: Própria (2019)


    Atualmente a utilização de novas tecnologias vêm ganhando destaque na educação. Alguns dispositivos vêm contribuindo para uma melhoria no processo de aprendizagem. Entretanto, devido a falta de conhecimentos, de equipamentos e outros desafios, as escolas estão se reinventando buscando mecanismos para poder suprir a necessidade de um conhecimento mais abrangente sobre tal. 
    Para desenvolver no aluno o pensamento computacional, algumas escolas vêm ensinando o conceito base da Computação de forma que todos possam entender. Mas como viria a ser isso? Através de um projeto que Santos et al (2016, p.103) afirmam que é "um movimento nomeado de Computação Desplugada, o qual visa disseminar os conhecimentos acerca da ciência da Computação sem o uso de hardwares ou softwares.” 
    De acordo com Silva (2017) esse método vem contribuindo nos últimos anos com o ensino de Ciências da Computação, viabilizando um novo método de ensino aprendizagem. Essa prática é desenvolvida a partir de atividades lúdicas, para ensinar números binários, teoria da informática entre outras atividades descritas no livro de Tim Bell, Lan H. Witten e Mike Fellows e traduzido com o título Ensinando Ciência da Computação sem o uso de computador.

    As atividades do livro mencionado são bem interessantes, como a atividade  “Contando os Pontos" que ensina uma linguagem computacional, que é o número binário, de uma maneira simples. Porém Scaico et al (2012) ao utilizá-la em uma escola de ensino fundamental de João Pessoa percebeu  que a atividade possui uns pontos que necessitam de ajustes para melhorar a didática. As atividades desplugadas vêm sendo bastante utilizadas por diversos campos de atuação. Em um curso de computação no Sertão Pernambucano foi utilizada para minimizar as desistências na disciplina de Estrutura de Dados. Moreira (2018) afirma que os resultados foram satisfatórios, pois os alunos estavam mais motivados.

    A literatura referente ao conteúdo menciona que esse método de ensino pode ser utilizado desde a educação básica até a educação superior. Santos et al (2016) traz em seu artigo uma proposta para a utilização de computação desplugada na Educação Infantil, que abrange crianças de 0 a 5 anos. No entanto, após realizar oficinas com os educadores, foi constatado que os jogos são direcionados as crianças entre 4 e 6 anos. Ressaltando a relevância dessa prática e a realidade do Brasil Santos et al (2016, p.103) afirma que “a computação desplugada permite levar o conhecimento sobre Ciência da Computação a lugares em que os computadores e suas tecnologias não são uma realidade.” 
    O conhecimento tecnológico e consequentemente computacional ajuda na resolução de problemas e assim na formação do cidadão contemporâneo. Daí, a importância de desenvolver práticas que auxiliam no pensamento lógico e matemático. A metodologia abordada possui uma linguagem clara e leve, que desenvolve no aluno a criatividade e a capacidade de solucionar problemas. Porém algumas atividades são mais extensas e com um grau de dificuldade maior, sendo necessário realizar adaptações. É de extrema relevância que o profissional esteja capacitado para identificá-los e ajustá-lo.

REFERÊNCIAS:

MOREIRA, J. A; MONTEIRO, W. M. O uso da computação desplugada em um contexto de gamificação para o ensino de estrutura de dados. Revista Novas Tecnologias na Educação. v.16 n. 2, dezembro, 2018.

SANTOS, E. R. et. al. Estímulo ao pensamento computacional a partir da computação
desplugada: uma proposta para Educação Infantil. Revista Latinoamericana de Tecnologia Educativa. v.15, n.3, p. 99-112, 2016.

SCAICO, P. D.; et. al. Um Relato de Experiências de Estagiários da Licenciatura em Computação com o Ensino de Computação para Crianças. Revista Novas Tecnologias na Educação. v. 10 n. 3, dezembro, 2012.

SILVA, Fernando Tomaz da. Nova proposta de atividades desplugadas no ensino de algoritmos de ordenação linear na educação superior. 2017

7 comentários:

  1. A computação desplugada possui um conteúdo que foi muito bem abordado nesse post, trazendo clareza a um assunto que antes era desconhecido por mim. Muitas escolas ainda não tem acesso a computadores e aqui foi mostrado que existem outros meios de ensinar programação sem necessariamente utilizar um computador. E ao mesmo tempo que mostra essa nova possibilidade, também mostra que o professor provavelmente encontrará dificuldades, precisando fazer adaptações, porém essa metodologia permite que tais adaptações sejam feitas, ou seja, é mais acessível para as escolas.

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  2. Texto muito bom!! Super interessante!!Não tinha conhecimento sobre o assunto. Mostra como as escolas estão sempre se reinventando para atender as necessidades e q haja melhoria no processo de aprendizagem.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O ensino de programação sem computadores se faz presente nos dias hodiernos em grande parte das escolas, mesmo que atualmente estejamos vivemos em uma sociedade em avanço tecnológico constantemente. Entretanto as escolas públicas ainda não possuem tanto acesso a tais meios tecnológicos para assim desenvolver e por em prática o que aprendem na teoria, surgindo assim a necessidade de formas lúdicas para o ensino de programação, por não possuírem computadores.

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  5. o ensino de programação desplugada faz-se necessário para os tempos em que todos nos como futuros profissionais da educação estamos vivendo, tempos modernos que imperam o neoliberalismo, traz consigo a necessidade de uma nova didática para esses recursos que chamem a atenção do aluno e ao mesmo tempo faça com que ele aprenda por meio d ludicidade, podendo assim ser aliado sem o padrão etário, facilitando o aprendizado e a comunicação professor-aluno.

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  6. Considero a Computação Desplugada uma iniciativa muito importante, principalmente quando estamos falando sobre a realidade brasileira, pois por meio dela torna-se possível superar as limitações estruturais das instituições, sua concepção é o próprio exemplo de inovação no ensino e prática da concepção de tecnologia descrita por Vieira Pinto.

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